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O que estão fazendo com o evangelismo?

“Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns”. - 1Co 9.22
Usando esse texto como pretexto, muitas pessoas têm feito, sob o nome de “Evangelismo”, uma verdadeira confusão na igreja. Começam a balisar as ações evangelísticas conforme a moda ditada pelo mundo. Compreendo que podemos fazer contextualização, porém, o que se têm feito é dar uma fantasia gospel a certos modismos, talvez para “cristianizar” o assunto. Exemplifico: Quando a música de Michel Teló saiu nas rádios, TV e internet (“Ai, se eu te pego”), logo apareceu um vídeo com uma música gospel cujo refrão era “Pai, eu te quero”. Ora, fico pensando... será que quem ouve Teló será alcançado por uma versão com “vocabulário crente” do ritmo? Sinceramente... às vezes acho que isso é mais uma tentativa de se parecer com o mundo (mas com um rótulo gospel) e não precisar encarar a transformação e o ser diferente (Rm 12.2).
Que ensino tem sido dado nessas igrejas? E a coisa piora: alguns entendem que a tarefa da Igreja é essa: olhar o mundo e fazer algo igual com rótulo gospel; entretanto, devemos fazer Igreja pelo o que a Bíblia diz. Precisamos aceitar que somos diferentes e isso nos libertará de uma série de desvios de foco.
Repito: continuo acreditando em contextualização, acho muito válido, por exemplo, o evangelismo que aproveite um filme em cartaz e use a ideia para chamar a atenção, mas, em seu conteúdo, tal evangelismo fala da Obra Redentora da Cruz.
A Igreja evangélica precisa aprender o limite. No contexto de 1Co 9.22, Paulo disse que se fazia de algo, porém sem ser aquilo; mas o que temos visto hoje não é um “se fazer”, porém um “se tornar”. Vamos nos agarrar à firmeza das Escrituras e, se usarmos algum formato moderno para alcançarmos os perdidos “com o fim de, por todos os modos, salvar alguns”, que seja com bom-senso, imersos num todo bíblico, sem perder a identidade e essência do Evangelismo: a mensagem de arrependimento e fé.

Leandro Hüttl Dias

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