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Filme "Doce de mãe" azedou valores

Fonte foto: www.veja.abril.com.br
Na quarta-feira eu vi a chamada para o filme "Doce de mãe", com Fernanda Montenegro. Fiquei animado para ver, porque acho a Fernanda uma atriz de um peso incomparável.

Ontem, quinta-feira, fiquei de olho no relógio e atento. Organizei o sofá, controles e minha pasta ao lado para eu mexer em alguns papéis nos intervalos. Fui realmente com boas expectativas para ver a produção nacional e não sair da frente da TV.

Eu estava sorrindo e gostando do início, embora o começo mostrou uma realidade muito triste, porém bem concreta: quando o pai ou a mãe ficam idosos e precisam de cuidado, os mais fracos caem fora mesmo, esquecendo de quem os criou e da justa compensação em cuidar deles agora, deixando para outros sua responsabilidade. Mas, tudo bem, o filme não tratava disso como um documentário e eu queria ver a Fernanda Montenegro atuando.

Tudo ia caminhando bem quando vi a primeira mensagem subliminar, com a dúvida gerada na cabeça do telespectador, se um dos filhos de Dona Picucha era homossexual (cena do supermercado). O que se comprovou depois. Pensei: "bom, infelizmente, mas vou me propor a ver o filme pela história".

Mas, foi uma pena quando as mensagem de duplo sentido apareceram em torno do nome "Jesus". A reação dos personagens claramente formavam essa associação. O deboche a que o filme se prestou foi lamentável. O nome do personagem, pela história, poderia ser qualquer outro, não precisava ser Jesus, nem tampouco causar a reação que causou nos personagens exatamente em função do nome.

É uma pena uma atriz do calibre singular de Fernanda Montenegro se submeter a isso. A pessoa acaba cedendo ao sistema, infelizmente. Mas, isso não invalida o talento dela.

Um tempo maior foi destinado ao personagem gay e à aceitação por parte de Dona Picucha, fazendo a lavagem cerebral nos telespectadores que não assistem TV com senso crítico, e que dizem: "isso é normal", "é só um filme", o que quebra seus valores. A família também, por fim, aceitou o homossexualismo e Dona Picucha chegou a dizer que o "coitado" gostava mesmo do "amigo". Na única cena em que o "amigo" falou, apareceu como alguém justo, defendendo a família inteira(!) de uma intrometida na cena da sala de espera do hospital. Várias vezes a relação veio a tona, tudo para "azeitar" as pessoas a aceitarem num ambiente familiar o que muitos não querem, mas estão sendo obrigados a receber "goela abaixo". Golpe baixo: usando o lastro da vida de uma idosa para embutir o assunto. Isso se destacou na cena do velório, quando Dona Picucha diz ter sido menino na infância, num colégio para padres. Novamente: tudo no bom humor. Mas, é Fernanda Montenegro, ou, que seja, Dona Picucha, aceitando a questão, brincando com isso, mas na vida real ou na ficção é uma pessoa com idade e experiência que serve de referência para formação e consolidação de valores.

O personagem "Jesus Medeiros" vivido pelo
ator Daniel de Oliveira.
Depois, o escárnio de Jesus. O filme basicamente girou em torno de elevar o homossexualismo e escarnecer de Cristo. Tudo numa "chanchada" e com máscara de bom humor, para que, qualquer que criticasse recebesse o comentário "ah, que isso... deixa disso... é só diversão".

Na cena em que o mendigo Jesus dorme na sacada num colchão fedido, a frase "esse é Jesus", em tom de destaque, coloca em negrito a questão do deboche. O duplo sentido foi usado o tempo todo, a largos sorvos. E as pessoas são obrigadas a rir disso, quebrando seus valores. O tal Jesus, assim que apareceu em cena para falar, já vestia uma camiseta com uma imagem mística, chegando a fazer o mesmo movimento da estampa.

Esse "Jesus", ainda, tinha uma cruz que não era a do Calvário. No peito, tatuado, uma cruz egípcia, que inclui tudo em seu sentido, exceto a verdade. "Jesus", usando essa sua "cruz", começa a seduzir uma das filhas de Dona Picucha e depois tem uma noite de prazer com ela. Realmente, precisava ter esse nome, como todos esses duplos sentidos, o tempo todo?? Um escárnio de Cristo e da Cruz. No filme, foi visto uma "cruz" que promoveu o pecado e não a salvação.

Num final que poderia ser melhor, o enredo se encerra com uma família feliz e unida, mais uma vez vindo a tona o homossexualismo aceito e tido como normal. Tudo com sutileza, para que quem criticasse depois pudesse ser anulado com "ah, que é isso, nada a ver".

Mas, a história ficou aguada por um motivo: foi um filme encomendado com o único propósito de promover o homossexualismo e escarnecer do nome de Cristo.

E eu achando que ia assistir a um bom filme. Eu deveria era ter locado "Central do Brasil" para ver novamente a Fernanda atuando.

Tudo o que vi na hora era a necessidade de evangelização, mas a dificuldade também. E lembrei da Escritura que diz:

MATEUS 9
36  Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
37  E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38  Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Assistir a Dona Picucha só me fez pensar nisso: em orar pela seara e a encorajar outros a fazerem. E a fortalecer a evangelização e a edificação da Igreja.

Pensemos nisso,
Leandro Hüttl Dias

Comentários

  1. Depois do natal, mesmo com muitas visões distorcidas do cristianismo, ainda assim na mídia, se fala um pouco da sua real essencia!
    Então com toda criatividade e sutileza uma emissora transmite o anti-natal de uma maneira divertida e natural... claro pra que abafar o pouco que fica do verdadeiro natal!
    Também curto muiiito Fernanda Montenegro, mas como diz o lema da editora e revista ultimato "conteúdo é tudo"
    Fiquei curioso pra ver!

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    Respostas
    1. Léo,

      Você disse tudo, a emissora - e a mídia no geral - corrompe valores "de uma maneira divertida e natural", e as pessoas cedem, vão mudando suas mentes e deixando-se enebriar por isso, pela pressão social e, por não ter uma referÊncia fiel e sólida (a Bíblia), acabam se apoiando na opinião das pessoas mesmo, da maioria - que não significa ser a verdade, pelo contrário, pode apenas representar o desejo em massa do ser humano de viver no pecado. Só o Evangelho!
      Obrigado por comentar e um abraço.

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  2. Amigo,comecei a ver por causa da fernanda,e nem consegui termina de ver,achei um lixo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo,

      Sou fã da Fernanda, o talento dela foi dado por Deus, por Sua graça comum, sem dúvida, pena que ela está cedendo à pressão social presente. Por ai vemos que talento não é garantia de nada, precisamos da fé! Obrigado e um abraço.

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  3. Irmão Leandro, é triste constatar que temos que contar nos dedos os filmes que realmente compensa vermos. Há um intuito na mídia de destruir as famílias, e os valores cristãos!Que possamos vigiar, e como você mesmo disse: evangelizar.
    Um grande abraço em ti e na Déa!
    Dani e Rafa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dani e Rafa,

      Queridos, realmente está difícil a cada dia filmes que não "azedem valores". A única forma de conservá-los é através da vida dos próprios cristãos, que são sal e luz! Um abração com saudades!!

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  4. Irmão Leandro, se nossos valores são abalados por seriados cômicos como esse, então, definidamente, somos homens de pouca fé.

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    Respostas
    1. Rosana,

      É..., infelizmente temos pessoas com pequena fé e, no caso, como é um programa de televisão, temos como alvo muitas e muitas pessoas sem fé (bíblica). E o problema é exatamente esse, pois é assim que os valores são quebrados, porque não estão arraigados na fé.

      Grande abraço.

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