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FÉ E VALORES

Os tele-evangelistas nos ensinaram uma fé diferente da Bíblia, no sentido de a apresentarem com um propósito reduzido, e não tomaram o cuidado de expandir o ensino e apresentar o todo, somente o suficiente, talvez, para virem mais pessoas às suas igrejas.

Aprendemos com eles a usar a fé para a cura. Depois para carro, casa e empresa. E basicamente a fé ficou somente nestes alvos. Uma evidência disso são os folhetos de projeto de vida anualmente distribuído por muitas igrejas neo-pentecostais, sobretudo. Ali você tem a foto de carrão de luxo, mansão, uma família reunida – e todos com “cara de saudável”. Muito parecido com anúncios de hoje, onde a felicidade e realização são resultado da obtenção dessas coisas; conforme o padrão secular de pensamento. A fé, neste segmento de igreja, ficou para isso. Às vezes há itens como “vida espiritual” e ultimamente “vida emocional”, mas não são os “carros-chefes”, estes itens ‘pegam carona’ no que o povo quer mesmo, que são os bens. E isto é explorado de uma forma errada. Não, não é errado pedir as coisas a Deus, desejar uma vida com estrutura, mas primeiro precisamos entender propósitos de Deus e cair na real de que um super ultra carrão não é a prioridade para muitas vidas (que nem saberiam ter um veículo desses, tendo problemas desde o orgulho até a sua manutenção), e que há alvos invisíveis que valem mais do que isso. Parece óbvio, não é? Até para um leigo na fé cristã; mas não para a indústria gospel.

Contudo, a fé é para ser usada primeiramente em propósitos distintos, e na verdade é, sobretudo, (talvez para surpresa de muitos neste século) para salvação, vida cristã e o anúncio do Evangelho. O  uso incorreto tem trazido prejuízos à vida cristã e a evangelização, ao ganhar almas.

Veja por exemplo o caso de muitos cristãos que ficam sem graça para responder determinadas perguntas que tocam seu estilo de vida cristão (sua fé), ou do caso de cristãos que respondem de forma aparentemente fanática e religiosa algumas provocações do mundo; quando a sabedoria do uso correto da fé poderia facilmente contribuir para a vida deste crente e do Evangelho.

Quando alguém pergunta qualquer coisa que lhe constrange, como porque você não olha com lascívia para as mulheres do trabalho, não sonega impostos, não quer dar um jeito naquela multa apelando para um coronel, nem instalar incorretamente alguma estrutura de sua empresa... você deveria simplesmente responder:

- “É uma questão de consciência. Quero estar em acordo com a minha fé”;
 - “Eu fiz uma escolha conforme a minha fé”;
- “É em função da minha fé. Eu vivo para Deus e Seus Valores, por isso não faço (ou faço)”. (Para lembrar os valores: trabalho, família, alegria, amar as pessoas, renúncia do erro e outros...)

E, se questionarem qual é sua fé, diga que é segundo a Bíblia, a Palavra de Deus.

Lembre-se que não é “crença”, “religião”, “igreja”, “pastor”, mas fé; em Deus, na Palavra, fé salvífica. É por consciência. E se perguntarem o que você é, ou a qual religião pertence, responda apenas que é cristão(ã). Se perguntarem “mas de que igreja”, então responda “sou membro da igreja tal”. Mas não faça nenhum alarde depois de dizer todas essas coisas, ou mesmo enquanto as diz. É algo natural, é o normal da vida. Deixe o espanto e agitação para a outra pessoa.

Você estará testemunhando ao mesmo tempo em que não ofende a pessoa, nem aparenta ser fanático. Você não está dizendo que a pessoa está errada (embora há muitas situações de confronto que são necessárias e devemos fazê-las, mas estou abordando o cotidiano), apenas falando da sua escolha e decisão, por motivo de consciência, por causa da sua fé. As pessoas não vão receber uma resposta do tipo “minha religião não permite”, “sou evangélico”... Pois tais respostas são facilmente contestadas e ridicularizadas, e vemos então crentes vermelhos, ou então que se calam, omitem e se encolhem.


Vamos à Palavra para tratar do assunto, clique no link para ler a segunda parte: http://www.leandrohdias.com/2011/03/fe-e-valores-parte-2.html (e deixe seu comentário no final).

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